Teatro
outro andrade
“Outro Andrade” Teatro
- O teatro é meu segundo amor, depois da poesia, graças ao espetáculo “Navalha na Carne” de Plínio Marcos no Teatro Oficina no final dos anos de 1960. Foi no Colégio Rio Branco que comecei a exercer a dramaturgia, ao escrever, dirigir e atuar em duas peças em 1972: a primeira, chamada “Recado”, apresentava a situação de um homem de hoje que, ao entrar numa livraria, passava a ouvir e conversar com as vozes dos grandes filósofos gregos; a segunda, batizada de “1922-1972: Quantas semanas se passaram?”, mostrava a saga da Semana de Arte Moderna de 1922.
Em 1973, já como estudante de direito nas Arcadas (USP), escrevi, dirigi e atuei na peça “Liberdade, liberdade” que simulava reunião da ONU (com outro nome) para a discussão do tema “liberdade de expressão”. A peça foi apresentada em um dos anfiteatros da faculdade, como parte da disciplina de direito constitucional.
Minha reestreia na dramaturgia aconteceu três décadas depois, em 2012, com o espetáculo profissional “No elevador, entre dois andares”, encenado no Teatro Ágora, no bairro do Bexiga, na cidade de São Paulo. Escrevi e dirigi a peça, uma espécie de “thriller” teatral, que mostrava o conflito de duas mulheres (alta executiva interpretada por Katia Bisoli e menina do café por Graziela Jardim) presas no elevador dos fundos de um grande banco, enquanto o socorro tardava.
Ainda no teatro, escrevi a peça “Novo Mundo: A Saga dos Imigrantes na Hospedaria do Brás” que seria encenada nas próprias instalações da hospedaria (prédio construído no final do século XIX para abrigar os imigrantes, hoje “Museu da Imigração”). Face à crise econômica de 2008, o projeto foi cancelado pelo Governo do Estado. Editei o texto em livro que foi distribuído gratuitamente a várias escolas.
“No elevador, entre dois andares”