Sair de si mesmo equivale a entrar em si mesmo.
Assumir os próprios pés e estacionar a Mercedes (fora da mente).
Assumir a família próxima e mesmo aquela remota (sem juízos).
Assumir intencionalmente os estranhos que têm fome, frio, solidão (e por acaso se for o caso).
Assumir o valor da integridade integralmente (jamais se omitir diante dos maus exemplos).
Assumir que a vida é curta demais para floreios verbais e pirotecnias atitudinais (vale a rima).
Assumir que se Deus existe, ele não está no firmamento (ele está no céu de nossas bocas).
Assumir que o fracasso abre caminho para começar de novo (a desistência eleva o fracasso ao quadrado).
Assumir que a cor da pele dos seres humanos reproduz a beleza da aurora boreal (caleidoscópio de cores).
Assumir que o talento está em saber viver com dignidade em tudo (a celebridade pode estar no próprio quintal).
Assumir que a esperança representa expectativa, assertiva é a trajetória (direta e reta na direção da causa).
Assumir que se nada for feito, os gananciosos voarão até Marte (enquanto o apocalipse terá destruído o planeta).
Assumir que a busca incessante da felicidade é enganosa e paralisante (ela não é um fim, ela é o começo).
Assumir que viver bem no meio daqueles que vivem mal é no mínimo crime de omissão (a solidariedade imuniza).
Assumir finalmente que se interessar unicamente por coisas leves atrai coisas pesadas!
(Muito cá entre nós).
